segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

VOLTA ÀS AULAS

Enfim volta às aulas.
Tenho certeza que a maioria dos pais, mães, avós e tias não viam a hora dessa gurizada voltar à rotina e terem novamente tardes mais tranqüilas e silenciosas.
Esses pequeninos, cheios de energia, dedicam agora, mais tempo aos estudos e às descobertas de uma idade que todos nós já vivemos.

Quem não se lembra desta fase?
Sala nova, mesa em lugar diferente. O ar de novo ano. O cheirinho dos cadernos, das borrachas e dos lápis de cor. Hummm! As mochilas dos mais diferentes modelos. Um desfile, de tanta variedade.
É impossível não lembrar os primeiros dias de aula. Cadê meus amigos?
Como será a professora nova? Alta, baixa, loira ou morena?
São tantas indagações e surpresas e conseguimos registrar cada momento desta fase.
  Como anda a visão?
Mas algo que também já não é tão novo, é a descoberta da dificuldade visual pelos profissionais de ensino: nossos queridos professores.
Quando pergunto na minha óptica por que começou a usar óculos, esta reposta é a mais comum:
“Na escola, minha professora reclamava que eu não copiava do quadro”, ou “Eu não enxergava as letras do quadro na escola”. Existem muitas criança desatentas, deitadas sobre os cadernos para escrever e que apertam ou coçam os olhos para enxergar os objetos. Está sempre atrasado, quando todos já copiaram?
Cuidado! São características que devem ser observadas com mais seriedade.
 É de extrema urgência, que ainda no início do ano letivo, cada criança seja examinada por um oftalmologista e se for necessário, procure uma ótica para a confecção de seus óculos para assim iniciar o ano com a visão perfeita.

“Fomos a algumas lojas e ela, muito empolgada e ansiosa com a novidade, escolheu um óculos das princesas. Está usando toda satisfeita e nós, pais corujas, estamos achando que ela ficou ainda mais linda.” Depoimento de um casal que recentemente fez os óculos da filha.

Escolher os óculos da criança deve ser um passeio agradável
Nada de lamentações, ou observações do tipo: “graças a Deus eu não precisei”, ou ”puxou ao pai”. São argumentos que não ajudarão em nada neste processo de aceitação da criança. Sinta-se à vontade para escolher. Escolha uma óptica que goste de crianças...Que mostre vários modelos e que ofereça algum acessório, como estojo, bolsinha ou um presente que marque esta nova aquisição. Será ainda mais divertido, verá!

Quanto mais cedo melhor, para haver o tempo de adaptação e aceitação da criança.
Mas se ainda não teve este cuidado, ainda  está em tempo.
Não espere que o professor reclame ou chame você na próxima reunião de pais.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O MUNDO DAS CRIANÇAS

 
 Esta é a pergunta que não cala:
Que mundo é este que vivemos?

A gente resiste muito acreditar na existência do mal enquanto prática humana.
Mas ele esta ali, rondando cada um de nós e a gente nem se dá conta.
Já não bastassem todos os cuidados que devemos ter, aprendido desde a infância, agora os noticiários e praticamente todos os veículos de comunicação escancaram de forma natural a criminalidade impune, e também o que era laser, os filmes lançados em salas de cinema, hoje aterrorizam crianças e adultos com realidades sem fundamento.
Para nós, pais, que temos estes pequeninos sob nossa responsabilidade, temos uma tarefa árdua e desafiadora:
Descobrir em que mundo vive nossas crianças.
Faz dez anos que tenho um desses anjos ao meu lado.
E com ele descobri algo maravilho e consolador:

“Elas vivem em uma dimensão superior a nossa!”

É só parar e observar...

Quando tenho oportunidade, paro pra folhar o caderno de aula, olhar os desenhos que pintou e as massinhas de modelar espalhadas pela casa.
Isso de certa forma, emociona, alimenta a alma.
É quando de repente, sem esperar, elas nos arrancam um sorriso mesmo quando o momento não possibilitaria isto.
Nos trazem para dentro de nós, quando estamos alterados ou perdidos.
Usam perguntas complexas para nos atrair a atenção.
Coisas simples, mas que mostram a importância de sentir a vida em todos seus momentos, em outra dimensão, sem deixar passar nada despercebido.
Infelizmente, muitos ainda estão vivendo por viver...
Sem sentir as emoções mais simples da vida!
Um abraço de “quanto tempo?”, uma brincadeira de “par ou ímpar”, ou um surpreso “sabia que amo você?”.
*O maravilhoso filme CLICK mostra a vida vazia e real das pessoas que vivem no piloto automático.
Assista! Emocione-se!
www.youtube.com/watch?v=PVNzI4S02bQ


PAIS ÓRFÃOS

Muitos pais estão órfãos de seus próprios filhos mesmo convivendo com eles.

É importante não esquecer: Crianças crescem, sem pedir licença a ninguém.
Ontem abriram os olhinhos e estávamos debruçados sobre o berço, babando.
Logo apareceram falando uma frase difícil que nos fez pensar que o tempo passou rápido e que nunca mais trocaríamos as suas fraldas...
É incrível! Parece que não crescem todos os dias, crescem de repente, do dia pra noite.
De uma hora para a outra, só nos resta lembrarmos da pazinha de praia, das festinhas de aniversário, e aquele pequeno uniforme do maternal.

RECONQUISTANDO
Há momentos na vida que os pais precisam reconquistar os filhos.

Eles estão no banco de trás, logo vão para o carona e quando menos esperamos estão no volante de suas próprias vidas, quem sabe,  nos carregando!
Aí nos vem à mente: vivemos no mundo de nossas crianças?
Acompanhamos sua realidade, suas fantasias e seus sonhos?

Logo você pode pensar que deveria ter ido mais à cama deles ao anoitecer, para ouvir suas histórias encantadas, no conto de seus sonhos, suas confidencias da infância.
O maravilhoso convite de “conta uma historinha pra mim hoje?” , virá a sua mente, por que hoje ele está de porta fechada, com adesivos nas paredes e ouvindo sua música preferida...
Cai então sobre nós a certeza de não mais os levaremos aos play centers.
 
Só restará lembrar das viagens de verão, onde pequeninos dividiam o espaço com mochilas, refrigerantes e salgadinhos.

Quando vivemos neste mundo especial, longe de tudo que nos aprresenta como realidade, quem não sabe, aprende a orar, a pedir, que Deus faça o que não pudemos, cuidar delas por nós!
Que sejam adultos realizados, felizes aprendendo com nossos erros e acertos.
Por isso façamos tudo, tudo que for necessário ainda hoje...

Sem as desculpas de que estamos sem tempo ou de que já sabemos.
Escute novamente, volte para si, para o mundo real de nossas crianças, pois é nele que elas nos esperam para viver os melhores momentos de sua vida!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Não basta ser mãe, é preciso participar!

Como todos nós sabemos, não basta ser mãe, é preciso participar.
Sim, me refiro a questão qualidade e não apenas quantidade de tempo. Recentemente vi uma linda entrevista no programa Ana Maria Braga, onde uma terapeuta esclarecia a temida culpa que toda mãe toma pra si no momento em que precisa voltar ao trabalho, após o encerramento da licença maternidade.  Começa a ater a sensação de abandono e de que não estará presente na vida e no desenvolvimento de seu filho. Puro mito! Ela declarou que em atendimento a crianças com déficit educacional, ouviu diversas vezes o desabafo de crianças que conviviam com as mães o dia inteiro: “Minha mãe nunca fez os temas comigo, não me ajudava nos trabalhos e nunca olhou os meus cadernos!”. A velha história de ir ao shopping ou levar a criança na pracinha, porém, leva consigo um livro ou uma revista... De nada adianta todo o esforço se não participar de verdade. É isto mesmo, levar  os brinquedos, sentar na grama, jogar a bola, isto sim  é estar com a criança de verdade, não apenas fisicamente. Eu mesma cansei de ver, mães tomando chimarrão e a criança sozinha fazendo buracos no chão. De que adianta? Melhor estarem em casa vendo um filme. Algumas ainda tiveram a coragem de falar: “Vai brincar pra lá...Me deixa um pouco!” Isso me doía na alma. Tem pessoas que nasceram para ser mãe, outras foram por acidente do destino...
Pensando nisto, olhando os cadernos do meu filho, vi um bilhetinho: Teste Ditado dia 13.10.2010 com X, SS, ch, ç e c. Enquanto arrumava a cozinha, com seu caderno do lado da pia, aproveitei e fui ditando-lhe algumas palavrinhas, e ele na mesa da sala ia escrevendo.. Como fui professora de português, algumas regras de gramática aproveitei para ensinar-lhe. Como palavras de origem indígena que são com Ç, as regras antes de “en” sempre vêm X, exceto a “enchente” que procede de cheio  e outros. Mas, o engraçado, é que ele sempre interage, argumenta e diverte. Num momento de concentração, onde já pedia capricho na letra, ditei-lhe EXPERIÊNCIA. Ele gritou: “Ah! Já vi este filme! ".Depois falei da palavra CAÇA, a palavra de origem indígena, ele veio me contar que os portugueses também caçavam...Ai, ai, ai, lá se foi o ditado. Nesta hora, a gente se diverte, por que lembra das dificuldades de quando éramos crianças, em escrever e soletrar. Hoje parece tudo tão fácil, mas passamos por esta fase já! É preciso muita calma, fazer do estudo um prazer, desenhar se for preciso e nunca fazê-lo um castigo, do tipo: “Agora tu vai ficar em casa estudando por que me desobedeceu!” . Estudar é descobrir o prazer do conhecimento, é crescer, aprender coisas legais! Por que uma coisa é certa: a única coisa que ninguém nunca poderá nos tirar ...É O CONHECIMENTO. Seja ricou ou pobre, isto é algo que levamos para sempre em nossa vida!

sábado, 9 de outubro de 2010

COMO VOCÊ COME UM CHOCOLATE?

Eu sentada em frente ao PC, depois de um dia inteiro de trabalho, digitava mais uma página do meu livro. Quando percebi que meu filho estava ao lado, fitando com os olhos arregalados...
Antes de pedir que deixasse me concentrar sozinha, dei-lhe alguns beijos e abraços apertados e para agradar-lhe, abri a gaveta da minha escrivaninha e mostrei-lhe dois quadrinhos de resto de chocolates (que eu havia guardado, meio escondidos de mim mesma, hehehe)
Quando dei seu pedaço, sem perder tempo, tocou inteiro na boca. Retruquei: “Não deveria comer de uma vez só e sim aos poucos. Eu como um pedacinho e guardo na minha frente o outro. Quando der vontade novamente, estará ali.” Sem perca de tempo, com uma risadinha esperta ele complementou:
“Ou poderá também, não encontrar mais, não é?” Não entendendo, indaguei-lhe o por quê? Já na porta do quarto, antes de sair correndo disse: “Por que aí foi eu quem comi!” Nem soube o que dizer...
Cada um come o seu chocolate do seu jeito...
Só vale não demorar muito!Hehehehehe